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Sãozinha homenageia Djabraba com um quarto álbum
May 04, 2008 07:47AM By CVOL Staff

 Ouvir Sãozinha é ouvir a alma de Djabraba, embora o umbigo desta cantora esteja curiosamente no… Sal.

A voz dourada de Djabraba vai lançar o seu quarto trabalho discográfico. Revelou-nos, a cantora Sãozinha, momentos antes do show de lançamento, sábado dia 3, do seu álbum “Andorinha di Bolta”, agora re-editado em CD.

Sãozinha Fonseca deu já ao público, “Sãozinha canta Eugénio Tavares”, e o CD “ em dueto com o irmão Tita, com o título Papá em homenagem ao pai, que é também músico, compositor. Quem não conhece “Raizinho di sol”, “Aflição de Nha Mágoa” entre outras belas composições?

Ouvir Sãozinha é ouvir a alma de Djabraba, embora o umbigo desta cantora esteja curiosamente no… Sal.

Filha de um antigo funcionário dos Correios, Aguinaldo Fonseca, “Sr. Tuka”, natural de S.Antão, mas de vivência mindelense, Sãozinha que se define como bravense de gema, nasceu na ilha do Sal.

Aos 6 meses aportava à ilha da sua mãe, D. Leopoldina Fonseca, D. Ina.
Foi na terra de Nho Tatai que moldou a sua voz no grupo coral da igreja, onde recebeu a inspiração de Luisinha Medina, (Irmã de Caridade), da senhora Tibia (esposa do sr. Chico Feijóo), que lhe são uma referência na arte de interpretar, a par da cantora Titina Rodrigues.

Na América desde 1975, foi contudo em 1985, que a Sãozinha se inscreveu definitivamente no rol dos melhores intérpretes cabo-verdianos, triunfando-se primeiro no concurso regional nos EUA, para depois representar este lado do Atlântico e sair-se largamente ovacionada pelo exigente público do Todo Mundo Canta, no Parque 5 de Julho, na capital.

A participação da Sãozinha nesse evento, foi como quem não quer a coisa, decididindo participar no evento organizado pelo produtor Ramiro Mendes “apenas com o intuito de ir passar umas férias em Cabo Verde”, confessa-nos Sãozinha, no seu jeito humilde, como sempre.

Vencedora indiscutível do célebre concurso que lançou grandes nomes da música crioula-diga-se de passagem-conferiu-lhe o estatuto de gravar “Andorinha di Bolta”, - dizem os entendidos - o melhor trabalho de Ramiro Mendes. Pelo menos aquele que primeiro projectou o produtor de Palonkon, sem esquecer um outro produto dado à estampa na altura: o CD de José Silva.

 Desde aí, a cantora não parou, tanto mais que o público, acostumando-se, exige sempre mais.

A cantora salense, perdão, bravense, simboliza naturalmente a música da ilha das flores, homenageando seus poetas.

É com sublime mestria que gravou já “Perdê Rabocador” de Eugénio Tavares, “Caminho di Djabraba” de Juloca Feijóo Pereira e ainda “Londji di bô’, de Álvaro Soares. 3 dos 12 temas que compõem um trabalho discográfico, já em forja, e que, tudo indica, estará no mercado nos finais de 2009.

O património cultural nacional agradece!

Por: Valdir Alves

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