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Naufrágio do “Musteru”: Comerciantes nos EUA lamentam milhares de contos de prejuízo
May 10, 2008 01:59PM By CVOL Staff

 António Gomes “Totche”, proprietário da loja Lima Doce em Pawtucket-Rhode Island, é um dos vários clientes que ficaram a lamentar consideráveis perdas com o afundamento do Mosteru, na manhã do passado dia 6 de Maio, nos arredores do Porto Mosquito, na ilha de Santiago.

Totche, que é igualmente proprietário da Casa Gomes, na localidade de Mato, ilha Brava, calcula a sua perda em 210 mil escudos de facturação de produtos adquiridos na Casa Virgílio na Praia e que seguiam a bordo do navio sinistrado, para Brava.

Totche manifesta publicamente o seu agradecimento à Casa Virgílio, pela colaboração e solidariedade demonstradas neste momento.

Casa Gomes na zona de Mato, foi fundada há mais de 30 anos pelo pai de Totche. Abastece os seus clientes, com géneros de primeira necessidade e bebidas. O negócio inclui também uma discoteca.

 Totche, é imigrante nos EUA, há 12 anos, tendo sempre dedicado à área comercial, sem deixar de investir no seu empreendimento na zona do Mato.

Soubemos que há comerciantes e imigrantes locais que calculam prejuízos em mais de 2 mil contos em materiais que, juntamente com o Musteru, foram parar ao fundo do mar.

É o caso do comerciante bravense Danny Tavares da Casa Poupança na Vila de Nova Sintra, NhoVéti, também da Vila, Dadá e José Baptista que investiu recentemente na ilha e também na sede do Concelho.

O primeiro desses citados comerciantes, Danny Tavares, abastece o mercado local, nomeadamente em materiais de construção.

O afundamento do navio Musteru, acaba por agravar o isolamento da ilha Brava, a preocupação número um dos imigrantes daquela ilha que, inclusive, têm alegado a falta de ligação marítima, como argumento do não investimento na Brava, tanto quanto desejariam.

 Quis, agora, o destino que, literalmente, o investimento desses imigrantes caia por água abaixo.

Daqui da América, surge no horizonte de 2009, um ousado projecto “Cabo Verde Fast Ferry”, com garantias de tirar Brava do isolamento. Até lá, o governo, deixa a questão aberta a privados, garantindo no entanto subsídios a companhias que queiram operar naquela zona sul do arquipálago, beneficiando nomeadamente as ilhas do Maio, Fogo e Brava.


Reportagem fotografica: Mosteiros last breath

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