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Bolsa de Valores vende este ano obrigações de duas empresas e acções de um banco
July 11, 2008 06:45AM By CVOL Staff

 A Bolsa de Valores de Cabo Verde (BVC) tem em carteira, para este ano, a venda de obrigações de duas empresas cabo-verdianas e de acções de um banco.

O BVC vai colocar à venda ainda este ano cerca de 200 milhões de escudos cabo-verdianos (1,8 milhões de euros) em obrigação da imobiliária estatal, IFH, com aval do Estado.

A informação foi prestada à Agência Lusa pelo presidente da Bolsa de Valores, Veríssimo Pinto, que adiantou ainda que cada obrigação deverá custar mil escudos (nove euros).

Outro projecto da Bolsa para este ano é a venda de cerca de 600 milhões de escudos (5,4 milhões de euros) em obrigações da empresa Cabo Verde Fast Ferry, uma empresa de transporte marítimo recentemente constituída.

Veríssimo Pinto avançou ainda que o Banco Comercial do Atlântico, BCA, (do grupo CGD) pretende um aumento de capital através da venda de cerca de 400 mil contos (3,6 milhões de euros) em acções.

“Temos o projectos IFH, que é o que se seguirá, temos também a Cabo Verde Fast Ferry e o aumento de capital do BCA que já estão certos para este ano”, esclareceu.

Veríssimo Pinto disse à Lusa que, para este ano, espera ainda que o governo decida sobre o processo de privatização da empresa Emprofac e da Impharma.

“Há outros projectos que nós teremos que falar com o governo como é o caso da Impharma e Emprofac que se arrasta há já algum tempo e que, entretanto, ao abrigo do Organização Mundial do Comércio, terão assinado o monopólio da concessão de três anos. É que se houver atrasos consecutivos, a Impharma e a Emprofac perdem valor, o que seria um erro de palmatória e o governo terá que decidir sobre estes dois processos”, disse.

Veríssimo Pinto disse esperar que o governo decida este ano até porque não está a ver “a Impharma e a Emprofac a serem viabilizados em dois anos”.

A empresa de distribuição de medicamentos Emprofac é totalmente pública, sendo que a Emprofac detém 40 por cento do capital social da Impharma, única a produzir medicamentos no mercado cabo-verdiano.

Há já algum tempo que o governo comunicou a intenção de privatizar o sector, na mesma época em que foi anunciada a venda da participação do estado na ENACOL (combustíveis).

Em Janeiro de 2007, a Bolsa de valores publicou no seu sítio que “Brevemente irá iniciar a privatização da Emprofac, Impharma, Enacol entre outras empresas estratégicas para o país, com retornos históricos apelativos e inseridas em sectores rentáveis”.

Source: Inforpress/Lusa