Ulisses Correia e Silva nos EUA
“CaboVerde, Praia melhor há 30 anos”
Esta é a ideia defendida por Ulisses Correia e Silva, numa das suas alocuções, durante uma visita de uma semana que efectuou aos EUA, tendo chegado à conlusão de que Praia era melhor há 30 anos.
Ulisses Correia e Silva falava, como representante do MpD, num jantar que lhe foi oferecido pelos apoiantes do seu partido, que o convidaram a efectuar esta deslocação aos EUA.
Mário Fernandes da Comissão Nacional do MpD e responsável pelas relações com a emigração, deu o mote ao discurso de UCS, com quem foi elaborado “conjuntamente um projecto que destronou aquela pessoa que disse que na Praia iria governar até quando quisesse. É falso, porque o povo de Cabo Verde já deu provas de que sabe fazer avaliação.
Corroborando a ideia do seu predecessor, Ulisses Correia e Silva acredita que só Deus é que tem poder e lança um repto para as próximas legislativas:
“Na terra todo o Humano pode ser vencido e quem está no poder neste momento não é Deus. Portanto é possível, com a nossa força, vencermos novas batalhas e, 2011 está ao nosso alcance”.
Parafraseando o candidato presidencial americano, Barack Obama, “Change is comming”, baseou-se nos resultados das autárquicas para concluir que é preciso um ar fresco, um governo mais solidário, empreendedor que lute pela redução de pobreza e apresente perspectivas para a juventude, porque “ Beton sta na segundo lugar”.
Nos EUA, círculo eleitoral conhecido como bastião do PAICV, Ulisses Correia e Silva apelou ao voto, e mostrou-se indignado pelo facto de, num universo de cerca de 600 mil cabo-verdianos, só votarem 3 mil pessoas.
Na sua perspectiva, e fazendo as contas, se pudessem votar 20 mil pessoas, o seu partido ganharia o PAICV nos Estados Unidos, com a justificativa de que “Nós não precisamos de pôr pessoas fanáticas atrás de nós. Votamos com consciência e não vamos atrás de símbolos e de partido mas sim atrás de propostas”.
Contudo, sugeriu que se faça chegar mensagens aos jovens nas Universidades, junto dos amigos e das famílias, inspirando-se na táctica utilizada nas recentes eleições na Praia: Porta a porta, rua a rua, homem a homem, mulher a mulher, jovem a jovem.
Num discurso eminentemente de carácter politico-partidário, não deixou, entretanto, de abordar a situação do seu Município de difícil prognóstico: Desorganizado e, que foi perdendo a função de capital do País envergonhando as pessoas.
Retratou uma Praia onde prevalece a insegurança, com lixo por todos os lados, com pessoas a venderem na via pública à imagem das cidades de países da Costa Ocidental Africana marcadas por desorganizações urbanas, sem controlo do Estado e do Município; um modelo que rejeita e não ambiciona para a Capital do País.
Tampouco ambiciona o modelo de favelas no Brasil com condomínios fechados, ruas asfaltadas enquanto que a maior parte da população vive com problemas nas ruas e nos bairros degradados onde apenas 7 % das famílias têm acesso à rede de esgoto, 25 % com acesso à rede de água, numa cidade que regista o maior número de mortalidade infantial, a nível nacional.
Ulisses Correia e Silva quer, demarcar-se dessa imagem crua e real que não retrata aquela imagem que é dada a
conhecer na TV e nas revistas onde, “até já mostraram imagens que nem são de Cabo Verde.
Cabo Verde melhor há 30 anos
“Há 30 anos Cabo Verde, Praia era muito mais forte, em termos de rendimento de pessoas”, afirmou UCS elucidativo:
“Aumentou o nível de saúde, educação e rendimento, em contrapartida, hoje regista-se menos civismo, mais indisciplina, menos capacidade de convívio, mais insegurança. Tudo somado: mais pobreza.
Promete devolver à Praia, o pudor, respeito, autoridade compensando a falta de capacidade de organização, de planeamento de ordenar que herdou do seu antecessor.
Promete dar combate ao lixo, mais iluminação pública diminuindo o nível de insegurança.
No final do seu discurso, o edil praiense presenteou com um disco de Mayra, um grande apoiante de sempre do seu partido: Francisco Feijóo Barbosa.
Aproveitando sua estadia que terminou ontem, dia 3, Correia e Silva efectuou visitas aos seus homólogos locais, nomeadamente o Mayor de ascendência cabo-verdiana Isidore Ramos de East Providence.
na verdade praia e uma desordem total so quer ver se o senhor ucs vai resolver todos esses problemas de 30 anos em quatro anos com a falta de dinheiro e recurso que ha em cv
Comentar oquê?
Quem acha de que a Praia era melhor há 30 anos atras, merece comentario?
Ulisses me fez lembrar uma pessoa conhecida da Comunidade Caboverdiana nos Estados Unidos, quando em 1992 essa pessoa visitou Cabo verde depois de mais de 30 Anos ausente numa entrevista na rádio disse que Cabo Verde de 1992 estava como Cabo verde de 1969 ou 1970.
Tem espaso para comentar pessoas do tipo?