Caro Editor,
Como Fundador e Presidente da Global Entrepreneurial Endeavors, e no direito que me é devido, quero responder ao artigo publicado no seu jornal online de 26 de Outubro intitulado “Jorge Santos abre ano político do MpD com olho em 2011 e duras críticas ao governo”.
As declarações de Jorge Santos concernentes à Global e ao sistema Biosfera são totalmente infundadas e não correspondem à verdade.
Sempre vi nele um homem de grande carácter e de um julgamento sensato. Portanto, acredito que esteja redondamente mal informado ou não está a par das realidades do processo de tratamento do lixo.
Exijo-lhe que reconheça seu erro e que apresente um pedido de desculpas público pelas suas falsas declarações que poderão ter, a longo termo, consequências financeiras e profissionais danosas para a minha companhia.
Aproveito esta oportunidade para informar o Senhor Santos e os leitores deste jornal electronico de que o sitema Biosfera não se trata de um incenerador mas sim de um processo de sistema de gasificação.
Consiste no tratamento de 100% do lixo transformando-o em energia limpa e água.
Sua afirmação de que importamos lixo tóxico para ser tratado em Cabo Verde é profundamente falsa. Sinto-me ofendido com esse tipo de falsas acusações feitas sem a devida consideração pelos factos.
O sistema Biosfera, à semelhança do que é prática corrente em outros países, é um processo de evolução técnica gradual que permite satisfazer a demanda do aumento do parque industrial nacional, podendo fazer a transferência, a nível do território nacional, de todo o tipo de lixo para o adequado tratamento. Em nenhum momento apresentamos uma proposta de importação, de nenhum tipo de lixo, mormente o de conteúdo tóxico.
O interesse da minha companhia em introduzir o sistema de produtos da Biosfera é precisamente aquele que o meu país continua a adoptar, e não regredir ao já ultrapassado sistema de aterro sanitário do qual todo o resto do mundo se afasta com consequências devastadoras para a saúde e com nefastos efeitos ecológicos.
Se Jorge Santos está realmente interessado em prosseguir com investigações sobre um escândalo nacional, sugiro que comece por aquilo que a Cidade da Praia adoptou: o aterro sanitário de lixo tóxico financiado por 5.4 milhões de Euros pela União Europeia, enquanto nós propomos um completo e moderno projecto isento de custos para a cidade e o governo de Cabo Verde.
Para ilustrar a minha tese, uma série de directrizes e princípios gerais da Comissão Europeia existe e aponta para a redução da dependência da Europa, desses aterros sanitários em mais de 50% antes do ano 2010. Uma corrente ideia europeia, liderada por um crescente e altamente progressivo “Green Lobby”, está a ser direcionada visando a protecção e trabalhos ambientais. As directrizes europeias, apontam entre outras medidas, não só para o encerramento desses aterros sanitários como também os estados membros vão exigir a remodelação ou a completa eliminação dos conteúdos tóxicos desse tipo de incineradores.
Convido Jorge Santos a visitar a Carolina do Norte e Geórgia para se inteirar dos factos e ficar correctamente informado sobre o tratamento do lixo.
Prepararei uma demonstração especial e apresentação para si e seu staff dentro da agenda que melhor lhe convem.
Agradecíamos que este direito de resposta seja publicado e dado o mesmo nível de tratamento e visibilidade que tem merecido o artigo do Sr. Santos.
Os nossos agradecimentos
Nelson G. Gregor
President
Global Entrepreneurial Endeavors, LP
www.globalee.us
(401) 580-6433
O problema do lixo
O tratamento do lixo, é uma actuação fundamenntal que qualquer governo, hoje, quer da esquerda quer da direita tem que ter na sua agenda e mais, tem que se munir dos melhores e mais modernos tecnicos e tecnicas.
O ponto da discórdia é exactamente a tecnica a utilizar e o tipo de lixo a ser tratado.
Qualquer tecnica a empregar-se terá que se adequar à protecção da natureza, à protecção do ambiente, enfim a protecção do homem.
O fim é esse.
Não ponho a hipótese, sequer, de um dia vir, qualquer governo caboverdeano, seja do PAICV seja do MPD, a admitir o tratamento do lixo por uma questão de negócio como se faz por aí neste mundo de Cristo.
O Lixo toxico então, “jamais”.
Não admitimos sequer como hipótese virmos a ser caixotes do lixo dos países ditos civilizados, desenfreados produtores do lixo, toxico e não tóxico.
Mas o problema do tratamento do lixo, tem que ser, hoje, devidamente ponderado e será sempre bem vindo quem se interesse por esse problema e principalmemnte pela sua solução.