O lançamento oficial da venda de obrigações da companhia marítima CV Fast Ferry na Bolsa de Valores de Cabo Verde tem suscitado os mais díspares comentários e/ou reacções na comunidade cabo-verdiana dos Estados Unidos.
Enquanto alguns descortinam no horizonte uma solução viável, sólida e com garantias no domínio das ligações inter-ilhas e particularmente no desencravamento de uma das ilhas mais isoladas do país, Brava, outros torcem o nariz como quem diz: “Bom demais para ser verdade”.
O Presidente da CV Fast Ferry, Andy Andrade tem desdobrado em sucessivos contactos apresentando argumentos que sustentam a viabilidade desse projecto que promete ter ferry-boats operacionais com todas as comodidades, eficácia e rapidez de uma embarcação moderna pronta para transportar os primeiros passageiros para as tradicionais festas de Sandjon 2010 para a ilha de Nho Tatai.
Além de esclarecimentos na rádio e televisão, um intenso programa de contactos tem sido programado em clubes, associações, restaurantes etc, num cara-a-cara com obrigacionistas ávidos em saber os detalhes dessa operação ímpar na comunidade.
Domingo, dia 14, registou-se mais uma concorrida sessão de esclarecimentos com os grupos Cretcheu e Tradição de Pawtucket, RI, ambos com profundas raízes ligadas a Djabraba.
Obrigacionistas e potenciais investidores aproveitaram a oportunidade para clarificar todos os aspectos relacionados com o projecto.
Nessas ocasiões surgem perguntas de todos os tipos desde as relacionadas directamente com o projecto Fast Ferry e os possíveis riscos inerentes ao investimento, a questões de uma forma geral ligadas à ilha Brava sobre o porquê de Djabraba não ter um aeroporto, por exemplo.
Não faltaram ainda questões relacionadas com a garantia que essas embarcações construídas na Holanda dão para atravessar os mares de Alcatráz, até quanto ao facto de o barco ser registado em S.Vicente e não na Brava. Outros levantaram dúvidas sobre as tarifas
a serem praticadas num barco luxuoso. Certamente porque não estão a par da Portaria 61/2001 que estipula tarifas marítimas. Um outro alega que Brava nunca terá um trâfego marítimo suficiente para que seja disponibilizado um barco dessa envergadura para a ilha. Também porque carecia de informações de que esse mesmo barco, que por sinal será denominado Kriola, é capacitado para, pernoitar no porto da Brava, e garantir uma ligação diária com os portos do Fogo, Santiago e Maio. E nesse ponto, exclama: “Oh, agora compreendo! Disseram-me que era apenas para Fogo/Brava”.
Essas sessões de esclarecimentos são de extrema importância para a CV Fast Ferry, nesta fase de venda de obrigações, que vem programando mais encontros do género aproximando-se mais da comunidade.
A próxima sessão será organizada, no próximo sábado dia 20 pelos membros do Ideal Club em E. Bridgewater onde haverá uma sessão cultural animada por conhecidos músicos locais e será servido um jantar que está assegurada pelos membros. Para reservas, os interessados deverão contactar Armando Madeira pelo telefone: 617-212 6820.
Respondendo à questão mais levantada, eis de seguida alguns esclarecimentos à volta da minimização de riscos e a garantia dos empréstimos obrigacionistas:
I) O Governo de Cabo Verde, em conformidade com os seus objectivos em matéria de desenvolvimento económico e sendo um país insular, considera estratégico e prioritário a materialização do Business Plan da CVFF, compromete-se a fazer todas as diligências que permitam aos órgãos de gestão fazer face aos compromissos por eles assumidos, em virtude da emissão das obrigações em causa e atribui um subsidio de 100.000.000 (cem milhões de escudos) Evc’s. .
II) O empréstimo tem subjacente a hipoteca , de primeiro grau, sobre os Navios a adquirir, a favor do representante comum dos obrigacionistas, na ausência deste, a favor do representante nomeado pela Auditoria Geral do Mercado de Valores Mobiliários.
III) A Hipoteca será lavrada no Instituto de Marinha e Portos de Cabo Verde (IMP), até o dia útil anterior à data de Liquidação Física e Financeira e será entregue à Bolsa de Valores de Cabo Verde, à Auditoria Geral do Mercado de Valores Mobiliários e aos Membros do Consórcio de Colocação.
IV) A Emitente efectuará o seguro contra todos os riscos englobando as coberturas de incêndio, raio e explosão, bens de terceiros à guarda do segurado, avaria de máquinas, riscos eléctricos, fenómenos sísmicos, queda de aeronaves ou objectos caídos de aparelhos de navegação aérea, furto ou roubo; cristais, riscos sociais e actos maliciosos ou vandalismos e naufrágios em companhia de seguradora;
V) A Emitente promoverá o averbamento nas apólices de seguro, que em caso de sinistro total ou parcial de seguro serão as indemnizações devidas recebidas, pelos obrigacionistas.
VI) O encaixe resultante da emissão será colocado numa conta específica e a sua movimentação carece de assinatura de dois representantes da Empresa, da Empresa que audita as contas com condições específicas de
movimentação, do representante da assembleia de obrigacionistas credenciado, inicialmente, pela Auditoria Geral do Mercado de Valores Mobiliários.
VII) O empréstimo obrigacionista tem ainda subjacente um ACORDO DE RECOMPRA dos Navios, a ser emitido pela DAMEN SHIP.
Recorde-se que a venda de obrigações da CV Fast Ferry na Bolsa de Valores de Cabo Verde decorre de 25 de Maio a 23 de Julho.
Na comunidade nos Estados Unidos informações poderão ser obtidas em Pawtucket na Ligafrica, em Central Falls na Brava Employment, New Bedford na Neves Travel Brockton na CaboverdeOnline e em Boston na Amado Enterprise.
Para mais informações, visita http://www.cvfastferry.com