Em entrevista que será publicada no Jornal A Nação, confrontado com o surgimento de uma catamarã para ligar Fogo e Brava e as restantes ilhas de Cabo Verde, o Presidente da Cabo Verde Fast Fery, não só confirmou que não temem a concorrência, como deu os parabéns aos promotores Bráz de Andrade, Víctor Fidalgo e a sociedade, envolvidos na aquisição do barco Marine Princess que deve começar a operar esta sexta feira para a ilha Brava.
“Penso que se focalizarmos numa implementação eficaz do nosso plano de negócios e nas nossas vantagens competitivas, que dois barcos novos e adaptados às aguas de Cabo Verde oferecem, não há lugar para temer a concorrência”, disse Andy Andrade acrescentando que:
“Pelo contrário, a entrada do Marine Princess vem aumentar o mercado de passageiros, o que para os nossos obrigacionistas é mais uma garantia de empréstimo, sabendo que em relação ao início das operações da CVFF, o mercado será muito mais alargado do que existe hoje”.
Como complemento a este esclarecimento pontual, o Presidente da CV Fast Ferry explica que a companhia, com bases nos Estados Unidos, surgiu na sequência do naufrágio do iate de um ex-imigrante que, punha em riscos a vida de dezenas de pessoas que se encontravam isoladas na ilha Brava quando tinham que se aventurar naquela pequena embarcação que ligava à ilha do Fogo.
A CV Fast Ferry é um projecto estimado em cerca de 15 milhões de euros, numa primeira fase, montante esse proveniente do investimento dos accionistas e mediante uma oferta pública de obrigações na Bolsa de Valores de Cabo Verde.
Ao contrário do que se pensa, a embarcação mandada construir na Holanda e adaptada às águas de Cabo Verde, não vai servir exclusivamente a ilha Brava, embora exista o compromisso de pernoitar no porto da Furna, para casos de emergência numa ilha que não dispõe de um aeroporto.
A embarcação rápida, moderna e segura, e dotada do sistema Roll-On Roll-Off, tem capacidade para 158 passageiros e 65 toneladas de carga que pode ser composta por 3 camiões, contentores e 16 camionetas ou caravana tipo Hiase.
Num país arquipelágico, toda a iniciativa que possa surgir, desde que com eficácia, é mais um contributo para combater a disparidade territorial, tornando Cabo Verde numa só ilha.
E, falando de ligações marítimas, surge nos EUA mais uma companhia que visa estabelecer-se no corredor atlântico entre a América e o arquipélago.
Trata-se da Continental Shipping. Os promotores desta iniciativa de ligação marítima anunciam o transporte de cargas inter-ilhas a todo o território nacional e preço mais barato. Pelo menos é o que garante o sócio-gerente, o empresário e produtor radiofónico John Monteiro.
A companhia conta com accionistas cabo-verdianos e de outras nacionalidades sensibilizados com as potencialidades do mercado cabo-verdiano neste ramo.