“Um mundo da música tradicional enaltecido por grandes personalidades, condimentado por novos instrumentos e tecnologias”
Biografia: John Miranda-55 anos
Data de Nascimento: 20 de Junho de 1955
Local de Nascimento: Brava, Cabo Verde
Residência: Brockton, Massachusetts EUA
Menbros do conjunto John Miranda’s Band:
John Miranda- Violino-Brava
Pulan Miranda- Guitarra-Brava
Nei Miranda- Bixo e Voz-Brava
Xaxe ( Alex Veiga)- Guitarra-Rítmo Cavaquinho - Brava
Kim Spínola- Teclados-Brava
Cartão de Apresentação
Resurgindo das cinzas das memórias do seu pai, John Miranda e sua banda, tem a responsabilidade de entreter, o público em toda a região de Nova Inglaterra, especialmente com um compromisso actualmente assumido todas as sextas-feiras no Restaurante Tj’s em Taunton, Massachusetts, Noites Cabo-verdianas no Restaurante Rosinha em Pawtucket, Rhode Island, aos domingos.
Os sábados estão reservados para eventos sociais especiais como casamentos e festas de celebração familiar.
Há pouco tempo este conjunto deslocou-se à ilha Brava naquele que foi o primeiro convite endereçado pelo governo de Cabo Verde para assinalar, com a sua presença, o acto inaugural do Fast Ferry (Kriola).
Kriola um barco luxuoso que passa, finalmente, a ligar, diariamente, a mais linda e a mais isolada ilha do arquipélago (Brava) a três outros portos, recebeu a bordo o som levado na bagagem de imigrantes que souberam preservar na terra distante, a cultura e raíz de um povo.
Por esta razão, e como disse John Miranda, todo emocionado até às lágrimas, perante a expectante multidão de cerca de duas mil pessoas que os aguardavam na Brava: “ Meu pai Josézinho passou grande parte da sua vida aqui animando vossos pais e avôs e agora, esta noite, desde o falecimento do meu pai, estou cá na Djabraba, para realizar seu sonho de entreter todos os caboverdianos interpretando belas canções de compositores famosos como Eugénio Tavares e todos aqueles que fizeram da morna, parte da nossa cultura e do nosso dia a dia”.
Embalados pela voz melódica da cantora Lutchinha e pela peculiar voz de soprano de José Domingos, essa noite fica nos anais dos arquivos históricos da jovem nação caboverdiana.
Breve Historial:
O Testamento de Josézinho
Formado há apenas 3 anos, o conjunto John Miranda’s Band já inscreveu seu nome como um dos grupos mais solicitados para eventos de transcendente significado no panorama cultural da comunidade caboverdiana na América.
Mas a história deste virtuoso violinista começa há 25 anos, quando no leito da morte no Hospital de Brockton o ainda relativamente novo pai de 47 anos, Josézinho “Mestre do Violino” deixou um legado ao filho, pedindo-lhe que consertasse o velho violino e continuasse a animar as futuras gerações.
Um pedido que surpreendeu o próprio John, que embora já tivesse tocado o violino na adolescência, passara a tocar apenas o violão, uma vez ou outra, aqui e ali.
Mas, herdando a habilidade e a paixão, pelo violino, do seu pai, John cumpriu o testamento de Josézinho.
Por outro lado concretizava-se o desejo de muita gente em ver juntos no palco, os talentosos irmãos Miranda: Napoleão “Pulan” Miranda na guitarra e Ney Miranda nos teclados e baixo, para dar corpo a esse sonho a que se juntaram Xaxe na voz e guitarra (de onde tira o som tradicional do cavaquinho) e Kim Spínola nos teclados.
Este é o retrato do John Miranda’s Band cujo som único corta, de excitação, a respiração e consola aqueles que estão àvidos à procura de memórias e nostalgia da terra natal de Djabraba e Cabo Verde em geral.
Vesatilidade musical é a principal caracterísrica do conjunto. Se a morna é sua paixão, não é menos importante a habilidade do grupo em executar uma mescla de coladeira, funaná, mazurka e a velha valsa.
Tanto pode se dançar, como pode se sentar e deixar-se embalar pela cadência alternada desta onda musical que vai dos clássicos aos modernos rítmos da nossa música apreciados pelas diferentes gerações, numa mesma sala e num mesmo ambiente tipicamente crioulo.